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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Solenidade de Maria Mãe de Deus (01.01.2021)

 

“Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei” (Nm 6,22-27).

“Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção” (Sl 66,2-3.5.6.8).

“Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher” (Gl 4,4-7).

“Encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura... Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus” (Lc 2,16-21).

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Homilia Solenidade de Maria Mãe de Deus (1º janeiro 2020)

A bênção de Aarão invocando três vezes o nome do Senhor (Números 6).
Bênção significa "boa palavra". A Boa Palavra de Deus é seu Filho, que foi enviado ao mundo, na plenitude dos tempos, nascido de uma Mulher (Gl 4).
Os pastores encontraram o recém-nascido na manjedoura com Maria e José. E Maria conservava todas essas coisas, meditando-as em seu coração (Lc 2).
Maria é Mãe de Deus porque é mãe daquele que é Deus (a segunda Pessoa da Santíssima Trindade) que se fez homem. Comunicou a Ele a sua natureza humana. A criatura Maria tornou-se mãe de seu Criador Jesus. Mistério admirável, que assombra os anjos, que ultrapassa, mas não contraria a razão.

sábado, 25 de março de 2017

E o Verbo se fez carne

Hoje celebramos o dia em que o Verbo se fez carne (25 de março), nove meses antes do Natal do Senhor.

Que mistério tão oculto... Aquele que os céus não podem conter ficou envolvido por nove meses nas entranhas de uma Virgem. Maria foi o paraíso onde Jesus, o novo Adão, deixou maravilhas de suas graças e bênçãos...

Quem pode separar Mãe e Filho? Como servir ao Filho sem servir Aquela a quem Ele foi submisso (cf. Lc 2,51)?

Seguindo o Espírito Santo, que falou por boca de Isabel, eu bendigo primeiro a Maria: "bendita és tu entre as mulheres". Em seguida, eu bendigo a Jesus: "bendito é o fruto do teu ventre".

A Maria eu bendigo como meio. A Jesus eu bendigo como Fim supremo de toda verdadeira devoção.

Nós, católicos, seguindo as palavras do Espírito Santo, chamamos Maria "a mãe do meu Senhor" (Lc 1,43), ou "mãe do meu Javé" ou mãe de Deus.                                                                                         
Que mistério encantador: uma criatura, sem deixar de ser criatura, gerar o seu Criador! Aquele que existia desde sempre como Deus recebeu a natureza humana de sua criatura: Maria! O Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14).

Maria não é empecilho para Jesus. Toda vez que ela recebe meus louvores ("Donde me vem a honra de receber em minha casa a mãe do meu Senhor? ... Feliz és tu porque creste..."), transfere-os a Deus ("A minha alma engrandece o Senhor...").

Eis o que diz São Luís Maria Grignion de Montfort sobre o Mistério da Encarnação:
O tempo não me permite deter-me aqui para explicar as excelências e as grandezas do mistério de Jesus vivendo em Maria, ou da Encarnação do Verbo. Contento-me, por isso, em dizer, em três palavras,
(1) que este é o primeiro mistério de Jesus Cristo, o mais oculto, o mais elevado e o menos conhecido;
(2) que é neste mistério que Jesus, em colaboração com Maria, em seu seio, [...] escolheu todos os eleitos;
(3) que foi neste mistério que ele operou todos os mistérios subsequentes de sua vida, pela aceitação deles: "Ao entrar no mundo, Jesus disse: Eis que venho, ó Deus, fazer a tua vontade" (cf. Hb 10,5-9). Por conseguinte, este mistério é um resumo de todos os mistérios e contém a vontade e a graça de todos
(Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, n. 248)

 O mistério da Encarnação nos dá uma motivação profunda para lutarmos em defesa de toda vida concebida no seio materno. O que fazemos aos irmãos mais pequeninos, é ao próprio Jesus que fazemos (cf. Mt 25,40).

O escravo de Jesus em Maria,

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Maria Mãe de Deus

No dia 30 de dezembro, meu grande amigo Júlio Severo publicou um artigo em que conclamava os católicos a protestar contra a Folha de São Paulo pelo erro histórico de tê-la apresentada como palestina em vez de judia:
"E onde estão os católicos, que veem Maria como mãe de Deus? Não há evidência de que Maria tenha gerado Deus desde a eternidade,  mas há uma segurança de 100 por cento de que Maria era judia..."
De fato, Maria não gerou Deus desde toda a eternidade. Aliás, nunca ouvi um católico afirmar isso. Mas o título de Mãe de Deus é facilmente demonstrável a partir de argumentos bíblicos.
Maria é mãe de Jesus (cf. Lc 1,31)
Jesus é Deus (cf. Jo 20,28)
Logo, Maria é Mãe de Deus.
Jesus é uma única Pessoa (divina) com duas naturezas: a divina (divindade) e a humana (humanidade).
Ela recebeu sua natureza divina do Pai. Ela foi gerado pelo Pai desde toda a eternidade ("antes de todos os séculos").
Quando Ele se fez homem, sem deixar de ser Deus, recebeu de Maria a natureza humana.

Este é uma mistério que assombra aos anjos: uma criatura (Maria) comunica sua natureza (humana) ao Criador (Jesus).

Alguém poderia objetar que Maria não gerou a divindade de Jesus. Logo, embora ela possa ser chamada mãe de Jesus, não poderia ser chamada Mãe de Deus.

Mas a objeção não procede. Vejamos.


  1. Em Anápolis temos um prefeito chamado Antônio, cuja mãe se chama Anita. Seria correto alguém dizer: "Sra. Anita é mãe do Antônio, mas não é mãe do prefeito, pois ela não gerou a prefeitura"?
  2. O jogador de futebol Edson Arantes do Nascimento (Pelé) teve uma mãe chamada Celeste. Seria correto alguém dizer: "Sra. Celeste é mãe do Eson, mas não é mãe do jogador, pois ela não gerou o futebol"?
  3. Minha mãe chama-se Maria Teresa. Seria correto alguém dizer: "Sra. Maria Teresa é mãe do Luiz Carlos, mas não é mãe do padre, porque ela não gerou o sacerdócio"?

A mãe não gera uma profissão, uma qualidade, um cargo ou uma natureza. A mãe gera uma pessoa.  Se essa pessoa é prefeito, tal mãe é mãe do prefeito. Se essa pessoa é jogador de futebol, tal mãe é mãe do jogador de futebol. Se essa pessoa é padre, tal mãe é mãe do padre. Se essa pessoa é Deus, tal mãe é mãe de Deus.

Ora, Maria gerou aquele que é Deus.
Logo, Maria é mãe de Deus.

Há uma passagem bíblica que sugere que esse título foi aplicado a Maria por sua parenta Isabel, quando estava "cheia do Espírito Santo":
"Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?" (Lc 1,43).
Se Isabel falou em aramaico, é possível que tenha dito a mãe do meu Javé, uma vez que o grego costuma traduzir o nome divino por Senhor (Kyrios).

A oração mais antiga à Virgem Maria (depois, é claro, da Ave Maria) chama-se Sub tuum presidium e já apresenta o antiquíssimo título de Mãe de Deus:
À vossa proteção recorremos,
Santa Mãe de Deus.
Não desprezeis nossas súplicas
em nossas necessidades.
Mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita.
O Concílio de Éfeso (431), pondo fim à controvérsia suscitada por Nestório, definiu solenemente que em Cristo há uma única pessoa (a pessoa divina), e não duas (como sustentava Nestório) e que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus.

É bom começar o ano celebrando no dia 1º de janeiro a Solenidade de Maria Mãe de Deus.

Quero terminar com uma belíssima canção que fala sobre essa verdade de fé:

És Maria, a virgem que sabe ouvir
E acolher com fé a santa Palavra de Deus.
Dizes "sim" e logo te tornas mãe.
Dás à luz depois o Cristo que vem nos remir.
Virgem que sabe ouvir
O que o Senhor te diz,
Crendo geraste quem te criou,
ó Maria, tu és feliz.




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