Hoje, 15 de novembro de 2011, completei 22 anos desde o dia em que resolvi libertar-me de minha liberdade.
Nesta mesma data, no ano 1989, na capela do Seminário, eu me consagrava a Maria Santíssima na qualidade de escravo, renovando os votos de meu Batismo e entregando em suas mãos todos os meus bens espirituais.
Ao vincular-me a Maria, fiquei mais firmemente vinculado a Jesus, como ensinou São Luís Maria Grignion de Montfort.
Essa consagração é uma pérola preciosa, um tesouro escondido no campo. Poucos a encontram. Dos que a encontram, poucos a valorizam. Dos que a valorizam, poucos resolvem consagrar-se. Dos que se consagram, poucos avançam muito no caminho da consagração.
Louvo a Deus por ter-me feito encontrar esse caminho fácil, curto, santo e perfeito para unir-me a Jesus. Lamento por aqueles que ainda não o trilharam.
Agora, liberto de minha própria liberdade, confio a Maria o encargo de fazer a gerência de todos os méritos de minhas boas obras e meus sofrimentos, passados presentes e futuros, para a maior glória de Deus.
Quem se entrega deste modo a Maria (e por ela, a Jesus) nada tem a perder, a não ser o amor próprio desordenado.
Peço a Maria Santíssima, a quem venero como filho e sirvo como escravo, que me assista na tese que estou tentando escrever sobre "a alma do embrião humano". Se essa tese servir para defender o seu Filho, que viveu como embrião em seu seio virginal, e para defender os pequeninos, que são os preferidos por ele, que ela seja bem escrita e bem defendida perante a banca examinadora.
Mãe puríssima, livra-me de ser livre.
O escravo de Jesus em Maria,