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TAP desiste do sexto pacote

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No dia 14 de dezembro, recebi uma mensagem eletrônica do Sr. Pedro Mendes afirmando que, devido à falta de progresso nas buscas, é chegada a hora de dar início ao processo de indenização.
No mesmo dia a Sra. Elcenira Santos, do serviço ao cliente, enviou-me, também por correio eletrônico, um "formulário de reclamação de carga".
Lamentavelmente, entre as instruções para preenchimento do formulário, lê-se a cláusula "Limites de responsabilidade", onde está escrito:
A responsabilidade do transportador é limitada a 250 Francos Poincaré, normalmente convertidos em US$ 20, ou equivalente, por quilo, a menos que o expedidor tenha declarado um valor para transporte superior na carta de porte e tenha pago a respectiva taxa de valor.
No caso, do pacote extraviado, que pesava aproximadamente 14 kg, a TAP só estaria disposta a indenizar, no máximo, pelo valor de US$ 280, ou seja, cerca de R$ 500,00 (quinhentos reais).

Esse limite se refere ao artigo 22, §2º da Convenção de Varsóvi…

Depois de um mês...

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Hoje completa um mês desde que desembarquei no Brasil. O sexto pacote, com cerca de 14 kg de livros e papéis, continua extraviado.

No dia 30 de novembro, após ter apanhado em Brasília os cinco remanescentes, enviei por e-mail uma descrição do volume perdido, inclusive com fotos de um pacote semelhante.

No dia 1º de dezembro, a Argol, empresa que trabalha para a TAP no aeroporto de Roma, respondeu-me dizendo que a busca teve resultado negativo, apesar de terem procurado inclusive nas áreas externas ao seu armazém.

Resolvi então, por exclusão, pensar em quais livros estariam naquele pacote. Fiz uma lista de alguns deles, inclusive anexando fotos das capas (tais como estão disponíveis na Internet) e enviei-os ontem à TAP.


No entanto, até o momento não recebi qualquer resposta.
A impressão que se tem é que a TAP desistiu de procurar.
A companhia "Sea Air Tranport", de Roma, que contratou a TAP para transportar minhas bagagens, diz que devo dirigir-me diretamente à TAP para obter o &q…

Voltando da guerra

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Quando os soldados vão à guerra, alguns voltam bem, outros voltam feridos, outros não voltam.
Assim ocorreu com os seis volumes que remeti pela TAP Cargo de Roma para o Brasil. Fui buscá-los em Brasília na terça-feira, 24 de novembro de 2009.


Dos seis volumes, quatro chegaram em bom estado: uma mala preta (à esquerda), um caixa contendo uma impressora dentro de um isopor (no canto da parede) e duas caixas de papelão (as que estão encostadas à parede). O quinto volume (a única caixa que não está encostada à parede) chegou danificado. O sexto volume simplesmente não chegou.

Provavelmente o quinto volume foi aquele que, depois de uma procura pela TAP Cargo, foi encontrado em Roma (os outro quatro estavam em Lisboa) no dia 16 de novembro. Parece que ele sofreu uma queda ou algum choque mecânico.



Voltou machucado, envolvido em muito "esparadrapo". O papelão ficou deformado. Ao abri-lo, encontrei os livros envolvidos em um plástico, que antes não existia.


O sexto volume, conforme disse…

Carta simples

No Brasil, estamos acostumados com uma empresa de correios excelente. As cartas atingem todos os pontos deste país de dimensões continentais com uma velocidade incomum.
Quanto à segurança, mesmo as cartas simples costumam chegar ao destino. Quanto às cartas e encomendas registradas, não me lembro de algum caso de extravio.
Meu contato com os correios não é esporádico. A cada mês remetemos o boletim impresso "Aborto! Faça alguma coisa pela vida" a cerca de 3000 destinatários, e continuamente estamos expedindo como PAC os livros que publicamos e vendemos.

A impressão que tenho é que os pacotes que remeti pela TAP Cargo da Itália ao Brasil foram transportados como se fossem carta simples. Ao que parece, todos os seis pacotes possuem um único número de identificação: o código 047 97478636. Não há nada que diferencie um do outro.
Por isso, quando dois deles se perderam, a TAP soube que faltavam dois, mas não sabia qual eram os dois que faltavam. Por esse motivo pediram-me que eu fiz…

Uma possível causa do extravio

Recebi hoje da Sra. Gilberta, da Sea Air Transport, Roma, uma mensagem eletrônica em italiano, que traduzo a seguir:

"Informo que os cinco volumes partirão de Lisboa no vôo TP 4175 do dia 21 do mês corrente. A TAP continua a procurar o sexto pacote. De qualquer forma, alguma coisa de grave aconteceu em Lisboa. Parece que houve uma greve organizada no último momento e os volumes a embarcar foram deixados na pista abandonados, juntamente com outras bagagens. Espero que a companhia aérea TAP continue a investigar e eventualmente a ressarcir os clientes pelo dano sofrido."

Somente hoje, nove dias depois de chegar ao Brasil, tenho algum indício do que pode ter causado o extravio. E essa notícia não me veio pela TAP, mas pela empresa que a contratou em Roma para transportar minhas bagagens.
Creio que a TAP deixaria os clientes menos preocupados se lhes oferecesse imediatamente as informações disponíveis, seja sobre as bagagens, seja sobre as possíveis causas de sua perda.
O silêncio, …

A história de um pesadelo

Perdi dois pacotes contendo livros e importante material bibliográfico para minha tese de doutorado em Bioética. A tragédia ocorreu assim:

Estava em Roma visitando bibliotecas e fotocopiando livros e artigos, a fim de levá-los ao Brasil e elaborar a tese de doutorado. Depois de tudo pronto, pensei em um meio de fazer todo esse precioso material chegar a Anápolis (GO), onde moro.

Tomei conhecimento de uma companhia de transporte em Roma, a Sea Air Transport SRL, dirigida pela Sra. Gilberta, que faz esse serviço em parceria com empresas aéreas, como a TAP. Fui muito bem tratado. No dia 28 de outubro de 2009, os empregados da Sea Air Transport foram até o convento onde eu estava hospedado para apanhar os seis pacotes, pesando ao todo 88 kg, contendo livros, fotocópias e uma impressora que usava nos trabalhos escolares. Um dos frades que me ajudou a empacotar o material, disse-me brincando quando a bagagem era colocada no furgão: "Esta é a última vez em que você vê essas bagagens"…